Não tenhas pressa, mas não percas tempo

quarta-feira, dezembro 05, 2018 2 Comments A+ a-


Dezembro de 2018

Não acredito que aqui tenha chegado tão rápido. Chega-se ao décimo segundo mês do ano e pensamos "passou tão rápido", e não é que passou mesmo? Refletimos acerca das promessas de ano novo que ficaram para o seguinte e fazemos um throwback àquilo que fez do nosso ano, um ano inesquecível. Além de coisas boas, coisas más sucederam, coisas essas que nos fizeram mais fortes; quando pensámos não aguentar mais, quando pensámos na pouca sorte que tínhamos, e quando pensámos que tudo nos faltava. A verdade é que o mundo dá muitas voltas, e isso afeta-nos, querendo ou não.

Quando me lembro da minha idade pergunto-me se dormi tempo demais ou se realmente o tempo voa. Sempre ouvi dizer pelos mais velhos e está na altura de acreditar, porque há coisas que com o tempo começam a fazer sentido e a ecoar nas nossas cabeças. Insisto em querer o passado de volta, a querer reviver momentos, a querer pessoas de volta, não sei se por medo do futuro ou se estou a ficar demente. Convenço-me que não aproveitei os tempos de mocidade como muitos outros, que não adquiri a quantidade de amizades que gostaria e que não cuidei de quem merecia, e acima de tudo convenço-me que limitei-me a passar o tempo rápido porque queria ser adulta, e hoje arrependo-me.

A minha vida sempre me pregou partidas, maioritariamente más, tive que agarrar coragem para agir e pensar sozinha. Tudo o que tenho hoje deve-se a mim, e parabéns, porque me saí muito bem dentro das possibilidades. Vejo mudanças constantes, mudanças assustadoras, brutais, e uns quantos choques de realidade. A vida corre por baixo dos nossos pés, ontem acordámos para o último dia de aulas do secundário e hoje acordamos atrasados para o trabalho. A família cresce, e as saudades também porque num abrir e fechar de olhos viajamos para um sítio melhor, à espera de uma vida melhor com aquele que esperamos que seja o amor da nossa vida.

Penso inúmeras vezes que quando os nossos pais e avós nos dizem que a vida é dura, o que me espera será uma caixinha de surpresas, mas se eles também nos dizem que a vida voa, saberão eles que somos nós os pilotos?


A quem me leva os meus fantasmas

quinta-feira, novembro 08, 2018 0 Comments A+ a-



O nosso passado será sempre o que mais nos pesa nos ombros, e embora sigamos em frente, ele lembrar-nos-há que há coisas que ficaram por resolver e palavras por dizer.

Há acontecimentos e decisões que preferimos que fiquem bem lá atrás, enterradas no tempo, porém há outras que seguem connosco à espera de serem mudadas, ou quem sabe, remediadas perante o presente. Nem sempre se aplica a regra de que tudo depende de nós; não vivemos sozinhos neste mundo, existem pessoas a cruzar as nossas vidas todos os dias, e cabe-nos a nós dar-lhes a devida importância e valor. Há quem esteja connosco por um determinado tempo, abanando o nosso mundo e levando consigo o melhor de nós, mas, como tudo tem dois lados, há também quem siga connosco com a missão de nos tornar num alguém mais feliz e deixar uma pegada positiva no nosso trilho. Há perdas que não podemos evitar, a morte é um destino de todos nós, a verdade é essa, porém há perdas originárias de atos de egoísmo e orgulho que nos fazem entender mais tarde que de nada valeram, porque a vida é curta, incerta e se temos quem nos faz bem, quem nos protege e que nos faz ver as coisas certas e erradas, porque temos tendência para as afastar? Sejam coisas, pessoas ou momentos temos o direito e o dever de atrair o melhor para nós mesmos e tentar dinamizar os danos colaterais, porque, no fundo, nem tudo o que é bom para nós é o melhor para os outros. É sabido que o tempo cura tudo, mas nem sempre à nossa maneira. Não deixes que o tempo se encarregue de fazer tudo por ti, ele é uma peça do puzzle que é a vida, então, não a percas; se um dia te arrependeres, verás que foi por aquilo que não fizeste.


Novembro

terça-feira, novembro 06, 2018 1 Comments A+ a-



Olá e bem vindos ao meu blog!
Hoje escrevo-vos com muita satisfação e de sorriso no rosto. Novembro é um dos meses que mais aprecio, isto porque remonta para o Outono, estação que ansiamos depois de um tórrido verão, e podemos enfim colocar de volta todos os quispos e camisolas de lã no roupeiro e começar a pensar em adquirir cachecóis amarelo-mostarda. É também o mês do meu aniversário, embora ainda não saiba se gosto ou não da ideia de ir envelhecendo, vou tendo cada vez mais saudades das idades anteriores. Novembro é o mês que antecede o Natal, época do ano em que, pessoalmente, o espírito natalício é escasso, no entanto é neste mês que me sinto mais entusiasmada, uma vez que surgem infindáveis luzes de natal, novas decorações e inconscientemente lá estou eu a cantarolar o "let it snow".
Apercebo-me sempre em novembro que está para chegar ao fim mais um ano, e este ano prometi que me dedicava mais ao blog, e embora não tenha tido o tempo e empenho que gostaria de ter tido, eis que fiz algo que há muito tempo ambicionava; passando a explicar, o ELE passou a ter um domínio próprio, em outras palavras o www.escrevelaesta.blogspot.pt deixou de existir, dando lugar ao apenas e maravilhoso www.escrevelaesta.com. Não podia estar mais radiante pois o blog é o meu canto de reflexão, um pouco de mim, e este investimento, embora pequeno, foi um grande passo para o tornar mais exclusivo.

No caso de acederem ao link antigo, serão reencaminhados para o atual.

Ambicionando sempre mais e melhor, espero que no(vem)bro venha com muitas coisas boas e que seja um remate para um ano em grande.
Até breve, um grande beijinho!


A vida até onde a vi

domingo, setembro 09, 2018 0 Comments A+ a-



Nascemos sem o termos pedido, somos seres vulneráveis e sabe-se lá o que será de nós, dependentes de um outro alguém. Num abrir e fechar de olhos somos crianças com tudo a que supostamente temos direito, e adquirindo inconscientemente valores que serão fundamentais na vida adulta. Somos expectadores das perdas de quem nos é querido sem podermos fazer nada para o impedir e é-nos dito que faz parte da vida. E faz. Temos que nos conformar e aceitar. Aprendemos a conviver com personalidades diferentes, deixamos de esfolar os joelhos e passamos a partir corações. Ou tê-lo partido. E o quão difícil é entender como aconteceu? Vemos os anos a correr porque temos de aprender matemáticas, ciências, línguas estrangeiras, e mais 1001 coisas que servirão para ficarem fechadas em cadernos e livros e esquecidas na memória. Temos 17 anos e sofremos a pressão da sociedade; "para que universidade vais?" "o quê? não vais prosseguir os estudos?" "curso profissional? isso não serve para nada" "estás no mc'donalds a trabalhar? que mau!" Que raio sabem eles? Tentamos sobreviver na desigualdade, na dificuldade, no esforço e mesmo assim não saímos da cepa torta. Devagar se vai ao longe e cada vez mais isto ecoa nas nossas cabeças. Com os trocos do part-time conseguimos tirar a carta de condução, frequentando as aulas à noite e mais tarde já vamos para o trabalho com o carro que conseguimos por meia dúzia de tostões. Desde que ande é o que importa, mas e para eles? Tens de ter mais, muito mais. Porque para eles é fácil ponderar e opinar.
Não sabemos onde pagar as contas, como fazer o seguro do carro, ou o que é um contrato de trabalho. Não aprendemos o que precisamos na escola, e do nada vemos o nosso salário reduzido a descontos para o estado, vemos o dinheiro a escassear e com ele os sonhos. A dada altura sabemos o valor do dinheiro e temos raiva. Muita raiva. Como pode um monte de papel definir a nossa a vida? E é nesta altura da vida que percebemos que já não somos crianças, que já não é tudo bonito, fácil e divertido. Já não somos inocentes pelos nossos atos e temos muitas mangas para arregaçar porque a vida é assim, complicada e efémera. Resta-nos aproveitar tudo o que temos hoje e semear um amanhã melhor. Devemos cuidar de nós e dos outros, porque, num descuido, amanhã podemos não estar cá para relatar o resto.

Porque decidi emigrar?

domingo, agosto 19, 2018 4 Comments A+ a-



Olá a todos e bem-vindos a um novo post! Hoje vou contar-vos o porquê de ter decidido emigrar para a Irlanda e quais as minhas expectativas e objetivos nesta nova etapa da minha vida.

Na maioria dos casos a emigração deve-se principalmente à ambição de melhores condições de vida e de trabalho, e obviamente foram as razões que mais me motivaram a sair de Portugal e vir para a Irlanda. Não decidi sozinha embarcar nesta aventura uma vez que a ideia de estar sozinha sempre me assustou, então se sozinha num país diferente com toda a responsabilidade e pressão por minha conta seria insustentável, e, portanto decidi mudar-me para cá essencialmente porque o meu namorado já se encontrava há bem mais tempo a trabalhar aqui. Cada mês que passava sem o ver custava mais, as semanas de férias que ele tirava para regressar a Portugal não eram suficientes e as despedidas custavam cada vez mais. Foi então, num impulso que me perguntei "porque não?" e nunca mais voltei atrás. A ideia tornou-se cada vez mais sólida e não tardei em largar o meu emprego em Portugal, avisar as pessoas mais chegadas e então, juntamente com o Pedro, partimos dia 8 de Julho de 2018. Se me perguntarem se estou arrependida? Não! De todo! Apesar de ter sido uma decisão rápida tentei não pensar muito nos "e se" porque sempre ouvi dizer "negatividade atrai negatividade" e foi por isso que me lancei de cabeça e o que tivesse que ser, seria.

Ao decidir sair de Portugal tinha consciência que tinha um longo caminho pela frente, como se fosse fazer tudo de novo, começar uma vida nova, da estaca zero. O facto de ter o Pedro comigo foi um grande empurrão e uma grande ajuda na minha integração aqui pois foi ele quem me ajudou a conhecer "os cantos à casa". Ter alguém do nosso lado para nos dar força e estar presente para nos ouvir é gratificante, no entanto, sozinhos ou não, todos somos capazes do que quer que seja, a chave é determinação e foco. Não vou mentir dizendo que é/foi fácil porque inevitavelmente sentimos falta do nosso lar, da nossa família, dos nossos amigos, dos nossos costumes, da nossa comida (e que saudades que tenho da gastronomia portuguesa aaaaah), há dias que sentimos que não pertencemos aqui mas rapidamente nos lembramos que se aqui estamos por alguma razão é.

O nosso grande objetivo é, sem dúvida, um dia regressarmos a casa estáveis economicamente em prol do nosso futuro e quiçá dos nossos rebentos que é claramente um grande desafio em Portugal. Conseguir qualquer bem sem ter de fazer das tripas coração é quase impossível uma vez que o salário mínimo nacional é inferior às necessidades dos portugueses, o que faz com que para muitos emigrantes seja apenas um destino de férias, e um motivo de rever a família.

Tudo tem o seu lado positivo e negativo e mudar-me para a Irlanda fez-me ver que não devemos hesitar no que quer que seja, devemos ir atrás do que queremos e do que nos faz bem. Deixei muita coisa para trás, mas a vida é mesmo assim, uma descoberta, uma oportunidade de vivermos intensamente e de voltar costas aos nossos medos, e uma forma de valorizarmos tudo o que temos e conseguirmos bem mais do que imaginamos.

Antes de desistirmos do que quer que seja devemos primeiro refletir no que nos fez chegar aqui, e insistir, por isso, façam o mesmo, por vocês. Agora e sempre!

Sejam felizes, um beijinho e até breve!

Primeira semana na Irlanda

domingo, julho 15, 2018 2 Comments A+ a-

Olá seguidores, como estão?

Após a minha ausência no blog, trago novidades... Faz hoje exatamente uma semana que cheguei à Ilha Esmeralda, e, por isso, achei justo trazer-vos um post de primeiras impressões e do que tem acontecido entretanto.

Decidi viajar para cá não no intuito de tirar férias mas sim para começar uma nova vida. Embora me tenha custado partir do meu país, deixando para trás família, amigos, emprego, vim com pensamento positivo e esperançosa de que aqui conseguisse um melhor nível de vida. Além de um grande desafio, emigrar é algo arriscado se não tivermos um plano definido. No meu caso, tornou-se mais fácil uma vez que o meu namorado já está no país há mais de dois anos, e foi o meu maior apoio, sem dúvida, e obviamente foi a razão que mais me motivou a embarcar nesta aventura. Embora ainda só tenha passado uma semana desde a minha chegada, tenho já algumas questões importantes resolvidas, nomeadamente o emprego e a casa, o que é algo muito positivo e me deixa bastante mais tranquila. O emprego não foi tão difícil de arranjar como estava à espera e em alguns dias consegui algo com bons horários, boa localização e claro, bom vencimento. A língua mais falada é o inglês e, por isso, um bom nível de compreensão e escrita é uma mais valia para a adaptação no geral.

Atualmente moramos em Cork, a pouco mais de 1km do centro da cidade, numa zona calma e com bastantes acessibilidades. Já o centro da cidade é mais movimentado uma vez que é lá que se concentra o comércio, os serviços, etc. Dispomos de transportes públicos a cada 10 minutos, sempre bastante pontuais, embora apenas eu usufrua deste serviço para me deslocar para o trabalho que fica um pouco mais distante. Embora ainda não tenha vivenciado tempo suficiente, o clima irlandês é bastante variável; não é um país com verões demasiado quentes nem invernos muito rigorosos, porém a chuva é o que mais predomina e chega a haver mais de 200 dias de precipitação por ano. Os meses mais quentes variam entre Maio a Agosto, contudo é raro registarem-se mais de 30ºC. Já o inverno de Dezembro a Fevereiro tem temperaturas entre -2ºC e 7ºC.

Algumas curiosidades: logo à minha chegada pude ver que o aspeto das casas e dos estabelecimentos em geral são um pouco envelhecidos, o que me faz lembrar logo da cidade invicta portuguesa, o Porto. As casas irlandesas são todas muito semelhantes e simétricas, cujas janelas são sem estores. É raro encontrar casas com varandas! Eu que adoro uma varanda para me sentar a apreciar a vista terei de me habituar a esta ideia. Será que se esqueceram de as construir? 
O povo irlandês é sem dúvida o mais bem educado e prestável que se cruzou comigo. Fiquei surpreendida com o modo de estar e de falar dos irlandeses.
Existem incontáveis pubs; são tantos que ainda não tive oportunidade de entrar num e beber a conhecida Guiness. (ainda na lista de afazeres)
Reparei no meu primeiro dia de trabalho que os irlandeses são fãs incondicionais de chá e leite, então se forem juntos, perfeito!
A condução na Irlanda é feita pelo lado esquerdo da estrada e o volante dos carros situa-se do lado direito. Nos primeiros dias foi-me difícil aceitar que não, não estavam em contra-mão 😅 .

Creio que, por agora, seja tudo o que tenho para vos contar.
Abaixo deixo algumas fotografias para que possam aguçar a vossa curiosidade, e, caso tenham alguma questão, não hesitem.
Beijinhos e até breve!


Cork city centre


Lee River




St. Patrick's Day - Dublin

Um sorriso, por favor

quinta-feira, maio 24, 2018 0 Comments A+ a-



Segunda-feira. O início de mais uma semana, embora todos os dias me parecessem iguais, aquela segunda-feira foi particularmente difícil, tudo parecia estar a correr mal, todos pareciam querer ver-me zangada e por aí se arrastaram dias intensos, um tanto negativos, e de 8 a 80 muita coisa me passou pela cabeça sem nunca achar uma resposta para a avalanche de problemas que surgiram.
A nível pessoal, profissional e familiar as coisas não estavam propriamente aprazíveis e tudo pareceu acumular-se rapidamente e concentrar-se num pequeno ser: eu. Perdi a capacidade de enfrentar um novo dia com positivismo, força e calma. Felizmente temos sempre alguém que está firmemente do nosso lado, fisicamente ou não, o que importa é a energia que recebemos de cada qual, e foi isso que aconteceu. Inúmeras vezes ouvi que tudo iria ficar bem, que nenhum mal duraria para sempre, porém esse sempre tem-se alastrado por tempo demais, e ninguém é de ferro certo? Fiz das tripas coração, ignorei muita coisa, outras nem por isso e o certo é que de nada adiantou o meu esforço. Tudo a meu redor parecia desmoronar-se a uma velocidade imensurável, e ao mesmo tempo, em câmara lenta.

Embora não nos meus melhores dias, sempre tentei dar o melhor de mim, levar o meu melhor humor e vestir o melhor sorriso e na maior parte das vezes funciona, porque é espontâneo, e eis que um dia isso não aconteceu. Durante um corrido dia de trabalho atendi um senhor à mesa e questionei-o, no fim da sua refeição, se iria desejar sobremesa, e enumerei as ditas cujas e aguardei pela sua resposta. "Vai ser um sorriso, por favor" e, sem cobrar nada, sorri-lhe genuinamente. Continuei o meu trabalho, e, no fim do dia percebi algo que deveria colocar em prática. Nem sempre a culpa é nossa, por vezes quem nos rodeia não se esforça o suficiente. Nós apenas podemos ser nós mesmos, porque todos os outros papéis estão ocupados. Percebi que devemos fazer o que achamos moralmente correto, estar com quem nos faz feliz, e estar onde nos sentimos seguros, porque o resto é apenas isso. O resto. E esse, vem por acréscimo.

Quando encontramos tudo sem procurarmos nada

terça-feira, fevereiro 27, 2018 0 Comments A+ a-


É assustador o quanto a nossa felicidade depende essencialmente de outras pessoas e acreditar que seremos tão ou mais felizes do que fomos começa a ser uma incerteza. 

Por vezes acaba-se a paciência, a boa vontade, a atenção, o amor. Deixamos de ser a prioridade e passamos a ser uma opção. Por um certo período de tempo deixei de acreditar no "para sempre", saí da bolha cor-de-rosa aos trambolhões e devo confessar que até os filmes baseados nos romances do Nicholas Sparks deixaram de me encantar. Cliché não? Não foi o fim do mundo embora eu tenha imaginado que fosse mais coisa menos coisa. Caí no erro de criar expectativas vezes sem conta, contentei-me com as esmolas alheias, fui pouco para quem gostaria de ter sido muito, ou tudo. 

*
O melhor que podemos dar a alguém é a nossa transparência, somar alegrias, dividir tristezas. Aceitar o passado, incentivar um futuro, mas acima de tudo estar presente. 

Desconfio que disfarço bem mal o meu lado apaixonado e sonhador, que tenho um coração de manteiga, mas, modéstia à parte, sou uma miúda do caraças, e ter alguém do meu lado para me lembrar disso todos os dias não é tarefa fácil. Encontrei-te sem esperar nada em troca, e, quando dei por mim já estava perdida de amores. Mereces alguém tão puro e genuíno quanto tu e é por isso que te devo todo o meu respeito, dedicação, carinho, atenção, espero que tenhas isso em conta, sempre. 

O ser humano precisa, inevitavelmente, de alguém com quem partilhar a vida, o dia-a-dia, o almoço, a cama, e, embora metade desse processo já esteja concluído, o melhor está por vir, se assim o quiseres. E nesse caso até caso contigo. 

Já te disse que te amo hoje?

A ti Pedro 

Uma carta, de mim para mim

segunda-feira, janeiro 08, 2018 5 Comments A+ a-


O que dirias para o teu eu, daqui a 10 anos?
Saudações Sara do futuro,
Aparentemente acreditas que hás de ler estas meias dúzias de palavras em formato de carta, enquanto te ris do facto de a teres escrito, mas relaxa, não estou aqui para te denegrir. E ai de ti que depois da leitura me chames de ingrata!
É sempre aprazível recordarmos por onde andámos, quem fomos, quais as nossas ambições, quem encontrámos pelo caminho e quem sem querer deixámos pelas valetas não é? Sou obrigada a concordar. Bem-vinda à montanha russa, aconselho a colocares o cinto e em caso de emergência cerra os olhos, mas não te demores. Aproveita a vista.

Tem sido complicado, ouvi dizer... Como te tens safado? Ou quem te tem safado? Sozinhos não somos nada, e tu sabes disso. É bom não é? Ter alguém com quem conversar sobre as novelas, reclamar do trabalho, chorar pelas paixões não correspondidas, achincalhar quem é diferente... Nesta altura do campeonato já sabes distinguir o certo do errado, e ainda bem! Mal de mim seres ingénua por tanto tempo! Certamente ainda o és, mas espero que numa percentagem reduzida. Agora conta-me... Das pessoas que juraste manter, amar, acompanhar, quantas levaste contigo? 
Espero que tenhas consciência que afastaste quem te queria bem, esqueceste-te das boas acções, deste o que não desejavas para ti, causaste dor a quem era o teu braço direito. Aconteceu, lamentas-te tu. E espero que te lamentes vezes sem conta. Não é saudável mas permite-te recordar o que tiveste outrora e apreciar o que tens hoje. 

Entre a opção de bom e mau, tens tendência a querer ir pelos dois, e para te ser sincera não sei explicar se isso é uma coisa boa ou má. Irónico não? Como se costuma dizer, bater à porta errada gera descoberta, então só tenho a encorajar-te porque todos erram e tu não és excepção. Tantas foram as noites mal dormidas, gritos na almofada, maquilhagens borradas, dores de cabeça e nenhum medicamento te salvou senão tentar apagar as asneiras que fizeste. Não te julgo, afinal de contas também te apunhalaram. Não faças o mesmo,  não queiras dar o troco na mesma moeda!

Tenho visto que te tentas manter transparente, embora que às vezes um transparente sujo, porém sei que a humildade ninguém ta tira. Sabes de onde vieste, sabes as tuas origens, os teus valores, os teus ideais. Nunca te esqueças disso, nunca te desvalorizes. Por mais que corras, tropeças e caias. Enquanto tiveres garra, tens os recomeços que quiseres. 

A vida continua, é a tua sorte, todavia já te deste conta que, conforme cresces, mais difícil fica cultivá-la, por isso, não te esqueças de a regar todos os dias, fertilizá-la. Hás-de colher frutos, eventualmente.

Aguardo notícias tuas, e não, cartas não são retrógradas. 

Sara Oliveira
08 de Janeiro de 2018



(re)soluções para 2018

quarta-feira, janeiro 03, 2018 2 Comments A+ a-


Caros visitantes, olá e feliz ano novo!

Cá estamos uma vez mais... Vida nova não me parece, mas haveremos de chegar lá!
"Este ano é nosso", disse eu. E não menti. O ano, o mês, o dia, a hora de facto é tudo nosso, mas há aqui que fazer, arregaçar as mangas e não perder jamais o foco e a ambição! Quero deixar-vos uma mensagem de motivação: não desistam dos vossos sonhos, procurem sempre o que vos deixa feliz, realizados, mantenham sempre as pessoas que vos aconchegam o coração, e o estômago, não tenham receio do desconhecido, arrisquem, aprendam todos os dias, invistam no que vos dá prazer! Espero, sobretudo, que 2018 não se deixe abalar pelos obstáculos que tendem a surgir nas nossas vidas e que tenhamos sempre vontade de viver e descobrir outros caminhos. 

Aproveito para agradecer tudo o que 2017 me trouxe, todas as amizades que conservei até agora, todos os momentos que me ajudaram a percecionar o mundo, todas as conquistas que me levaram ao extâse e sobretudo quem esteve do meu lado, incansavelmente. 

Foi um ano agridoce, mas peguei nele, fiz uma tablete de chocolate de culinária e comi. Façam o mesmo e aproveitem 2018 para tabletes mais doces... O melhor está por vir! Até breve ❣