A última vez que me deitei de coração cheio

janeiro 24, 2017 2 Comments A+ a-


Provavelmente foi antes da transição entre a infância para a adolescência a última vez que me deitei com o coração alegre, despreocupado e inocente.
Como toda a gente, eu cresci e arrisco-me a dizer que todos adorávamos regressar aos tempos em que a vida era uma brincadeira: todos os dias era dia de escondidas, apanhada, de berlinde e pião, tardes essas que pareciam não ter fim. Tempos em que as minhas preocupações eram quando perdia os sapatos das bonecas que nem Barbies eram, ou quando o homem da carrinha de gelados não passava. Essa bela fase que me fazia acreditar em tudo o que as pessoas me diziam, a birra do cabelo “à tigela” com franjinha ou os brinquedos que passavam na televisão e eu nunca tive por serem demasiado caros.
A verdade é que quando passamos à adolescência começamos a caminhar pelos nossos próprios pés e a traçar os nossos passos. É quando saímos de debaixo das asas dos pais e temos parte da liberdade que nos faltava na infância e perdemos a inocência e ingenuidade para nos prepararmos para a vida real, para as dificuldades, objetivos, sonhos e preocupações.
Agora que entrei na vida adulta já sinto falta da adolescência. A cada fase sentimos falta daquilo que já fomos. Quão ingrato isso é?

(Já) com 23 anos, com o coração em Portugal e o corpo na Irlanda. Com a missão de conquistar sonhos, não só os meus, e com algum jeito para meia dúzia de frases. Bem-vindos ao meu blog!

2 comentários

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Marta Moura
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19 de abril de 2017 às 10:01 delete

Basicamente penso que temos de saber adaptar-nos. Beijinhos

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Sara Oliveira
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19 de abril de 2017 às 10:13 delete

Claro! Faz parte do crescimento :) obrigado pela visita, beijinhos!

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